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30/06/2026

Competências que fazem a diferença nos processos seletivos

A inteligência emocional, definida pela capacidade de reconhecer, entender e gerenciar as próprias emoções e as dos outros no ambiente de trabalho, continua ganhando protagonismo nas empresas. Faz parte das soft skills, ou habilidades comportamentais, socioemocionais e interpessoais. Quem busca se inserir e se manter no mercado precisa ficar atento a esses pontos, que são analisados durante a seleção e no dia a dia do trabalho.

“Na prática, vemos essas habilidades em profissionais que sabem lidar com pressão sem perder o controle, recebem feedback sem reagir de forma defensiva e demonstram empatia nas relações”, explica Mirella Cabral, assistente de RH da StartLife Promo e Capital Humano.

Além de inteligência emocional, as empresas buscam profissionais adaptáveis, com boa comunicação, proatividade e capacidade de resolver problemas, características que fazem toda diferença para se manter em um trabalho.“Não basta saber fazer, é preciso saber se relacionar e se posicionar”, ressalta Jordania Dias, gerente-geral da StartLife Promo e Capital Humano, localizada na Torre Thomas Edison.

“Quando não há alinhamento claro desde o início, surgem retrabalhos, ruídos e até conflitos desnecessários. Ter uma comunicação frequente e objetiva, processos bem definidos, assim como definir papéis, responsabilidades e expectativas são fundamentais para que o trabalho flua melhor”, afirma Itaylane Ferreira, analista de RH da StartLife Promo e Capital Humano.

Comunicação assertiva

Saber se portar ao se candidatar para uma vaga de trabalho ou entrar em um novo emprego começa por evitar falhas na comunicação. “Os principais erros são a falta de clareza e respostas vagas ou muito longas. Também percebemos o uso excessivo de informalidade, erros de português e dificuldade de adaptar a linguagem ao contexto, como falar com um gestor da mesma forma que com um colega próximo”, destaca Mirella.

Esses deslizes impactam a rotina dentro das empresas. Por isso, a integração entre equipes tem sido tratada como peça-chave para o bom funcionamento das organizações.

Valorização do funcionário

Por outro lado, as adaptações nas relações de trabalho se voltam para um cuidado maior com o funcionário. Os tradicionais vale-refeição e plano de saúde já não bastam para atender às expectativas dos profissionais no mercado contemporâneo. Em um cenário cada vez mais competitivo, empresas têm ampliado o olhar sobre benefícios corporativos, investindo em soluções mais flexíveis e personalizadas.

A tendência inclui iniciativas voltadas à saúde mental, programas de bem-estar, jornadas de trabalho híbridas e benefícios sob medida, que permitem ao colaborador escolher como utilizar parte dos recursos oferecidos pela organização.